Aos 19 anos, Luiz tem nome em asteroide e cria máquina que ouve pessoas em coma

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Apenas 14 mil pessoas ao longo da história tiveram asteroides batizados com seus nomes, entre elas Galileu Galilei e os Beatles. Em 2016 foi a vez do aquidauanense Luiz Fernando da Silva Borges, hoje com 19 anos, receber a homenagem por sua contribuição na área científica.

O asteroide foi batizado com um sequência numérica e seu sobrenome, Borges. Ele conquistou o primeiro lugar na categoria engenharia biomédica da Feira Internacional de Ciências e Engenharia Intel ISEF graças ao projeto “Prendendo fantasmas em robôs: um novo método de controle e design para próteses mioelétricas transradiais e rearranjo neuronal do mapa de Penfield para feedback tátil”. No total, a cerimônia reuniu mais de 1.700 jovens cientistas de 77 países ano passado.

Traduzindo, o trabalho mostrou como construir com base na neurociência uma prótese robótica para quem teve braços amputados, que garanta o controle amplo das articulações, diferente das que existem em que a pessoa só consegue abrir e fechar as mãos. “Foi algo muito legal, tinha gente do mundo todo lá e trazer o prêmio para o Brasil, aqui para Mato Grosso do Sul foi uma experiência muito gratificante”, afirma Luiz.

 

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Ele se apaixonou pela ciência ainda na infância (Paulo Francis)

Agora, o jovem está trabalhando num novo projeto. Um aparelho que lê as atividades cerebrais de pessoas em estado vegetativo e os converte em resposta. “Ele traduz esses sinais para sim ou não e até pequenas palavras, mas ainda não está finalizado”, pontua.

Ele começou a se interessar pela ciência ainda na infância. “Assistia muitos documentários sobre a vida de cientistas na televisão, o propósito que os movia a criar novas invenções. Isso me encantou e cresci com essa ideia”, conta. Nessa época a principal diversão de Luiz era fazer experiências.

No IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) de Aquidauana, aos 15 anos, ele criou o primeiro grande projeto. “A professora de biologia mostrou para a sala um aparelho que fazia análise do DNA. Com ele dá para fazer teste de paternidade, análise forense, entre outras coisas. Pedi para ela levar uma até lá, mas ela disse que era muito caro, custa em torno de R$ 45 mil. Eu o reproduzi e fiz uma versão muito mais barata que custa R$ 950”, recorda.

Luiz está se preparando sua candidatura para entrar na faculdade. Ele pretende cursar engenharia biomédica ou neurociência em alguma universidade fora do país. Yale e Harvard estão na lista do jovem. “Se der tentarei cursar as duas ao mesmo tempo, é só não frequentar as festas de fraternidade que consigo”, brinca.

Ontem o jovem deu uma palestra no 3º DEMI/MS (Desafios e Oportunidades das Engenharias no Desenvolvimento do Estado do Mato Grosso do Sul), na UCDB. O encontro continua hoje com palestra a partir das 19h na Anhanguera, polo localizado na rua Barão de Limeira, 2068, Pioneiros, próximo à fábrica da Coca-cola e amanhã, a partir das 14h, com evento de iniciação científica no CREA-MS, que fica na rua Sebastião Taveira, 272, Monte Castelo.

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